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Corinthians é condenado na Justiça e terá que pagar bolada milionária

O Corinthians foi condenado pela Justiça do Trabalho e terá que desembolsar uma bolada de mais de R$ 1 milhão em um processo movido pelo atacante Everaldo, hoje no Coritiba. A decisão é de 1ª instância, ou seja, ainda cabe recurso, mas o valor da condenação já dá o que falar nos bastidores do clube.

Decisão e valores da condenação

Segundo a sentença do juiz Rodrigo Rocha Gomes de Loiola, do 2º Núcleo de Justiça 4.0 do TRT-2, o Timão terá que pagar FGTS, 13º salário e férias referentes ao período de fevereiro de 2020 a fevereiro de 2023.

O cálculo feito pela defesa do jogador, conduzida pelo advogado Filipe Rino, aponta que Everaldo deve receber R$ 969.439,62. Com honorários e custas judiciais, o total ultrapassa a marca de R$ 1.038.296,83.

O juiz, porém, rejeitou os pedidos de multa e decidiu que a Justiça do Trabalho não tem competência para julgar o caso envolvendo as parcelas de direitos de imagem, já que o contrato tem natureza cível.

O que disse o Corinthians

Procurado pela imprensa, o clube não quis se manifestar sobre o caso: “Como ainda cabe recurso, o Corinthians não comenta processos em andamento”, informou o clube ao ge.

Nos bastidores, dirigentes tratam o tema com cautela, mas o processo já acende um alerta no departamento jurídico do Parque São Jorge.

Quem é Everaldo?

Revelado pelo Fluminense, Everaldo chegou ao Corinthians em 2019 com grandes expectativas, mas acabou não se firmando. Entre 2019 e 2020, fez 36 partidas, marcou 4 gols e deu 1 assistência com a camisa alvinegra.

Depois, o atacante foi emprestado para Sport e América-MG, entre 2021 e 2023, antes de ser negociado com o Vitória. Hoje, ele defende o Coritiba na Série B.

Análise: Mais um problema fora das quatro linhas

A condenação de mais de R$ 1 milhão chega em um momento delicado para o Corinthians, que enfrenta crise financeira e tenta reorganizar as contas após temporadas turbulentas dentro e fora de campo.

O caso Everaldo expõe novamente as pendências trabalhistas que têm atormentado o clube nos últimos anos. Somadas a outras ações de ex-jogadores e funcionários, essas dívidas formam um rombo milionário que dificulta qualquer planejamento a médio prazo.

Além disso, a decisão reforça a necessidade do Timão de melhorar a gestão contratual com atletas, especialmente nos acordos que envolvem direitos de imagem, ponto recorrente de disputa na Justiça.

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