Justiça pune e Corinthians sofre nova condenação; calote em FGTS
O Corinthians foi novamente condenado na Justiça do Trabalho e terá de desembolsar mais de R$ 700 mil após perder um processo movido pelo atacante Franco Delgado. O motivo? O clube não realizou os depósitos do FGTS do jogador, o que levou à rescisão indireta do contrato, uma espécie de “demissão por culpa do empregador”.
Sentença confirma calote e impõe nova multa
A decisão, assinada pelo juiz Rodrigo Rocha Gomes de Loiola, é de 1ª instância e ainda cabe recurso. O magistrado confirmou a liminar que havia reconhecido a rescisão indireta do vínculo e condenou o Timão a pagar aviso-prévio, multas e valores atrasados de FGTS.
O cálculo apresentado pelo advogado do atleta, Filipe Rino, aponta um total de R$ 706.498,61, valor que já inclui correção monetária, honorários advocatícios e custas judiciais.
Procurado, o Corinthians informou que não vai se pronunciar sobre o caso até o momento.
O caso Franco Delgado
O atacante uruguaio Franco Delgado, de passagem apagada pelo Terrão, chegou ao Corinthians em 2024, após atuar pelo Danúbio, também do Uruguai. Com a camisa alvinegra, somou 13 jogos e 2 gols pelo time sub-20 antes de deixar o clube.
Sem espaço no Timão e com o impasse trabalhista, Delgado rescindiu o contrato e retornou ao futebol de seu país, assinando com o Cerro Largo.
Bastidores e impacto jurídico
Nos bastidores, a nova condenação aumenta a pressão sobre o departamento jurídico e financeiro do Corinthians, que já enfrenta uma série de ações trabalhistas e dívidas acumuladas.
A falta de pagamento do FGTS, além de ser considerada uma infração trabalhista grave, pode gerar novas ações de ex-funcionários e jogadores que passaram pelo clube nos últimos anos.
Especialistas apontam que, embora o valor de pouco mais de R$ 700 mil pareça pequeno diante da dívida geral do Timão, o problema é sistêmico: a cada derrota judicial, cresce o passivo e se abala a credibilidade do clube no mercado.
Análise: um reflexo da crise alvinegra
Essa nova condenação expõe mais um capítulo da crise institucional e financeira que o Corinthians enfrenta. O clube, que tenta reorganizar suas contas e quitar salários atrasados, agora vê seu nome novamente associado a calotes trabalhistas, uma situação que irrita o torcedor e preocupa investidores.
Para quem acompanha o Timão de perto, a sentença é mais um sinal de alerta: sem gestão sólida e planejamento jurídico, o clube corre o risco de transformar seus tribunais em campo de batalha.
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