Corinthians traça plano para evitar novo transfer ban em 2026
O Corinthians estabeleceu como prioridade encerrar o ano de 2025 sem sofrer restrições da Fifa que impeçam o registro de novos jogadores, as chamadas transfer bans. Para isso, o clube está se organizando para quitar até dezembro as principais dívidas que originaram as punições, garantindo assim que a equipe possa fazer contratações normalmente na temporada de 2026.
Atualmente, o time alvinegro enfrenta duas condenações já confirmadas na Corte Arbitral do Esporte (CAS), totalizando cerca de R$ 82 milhões. A primeira é uma dívida de R$ 40 milhões com o Santos Laguna, do México, pela compra do zagueiro Félix Torres, que resultou no transfer ban vigente desde 12 de agosto. A segunda possível punição, que pode começar a valer a partir de novembro, envolve uma cobrança de R$ 41,3 milhões do meia Matías Rojas, decorrente de uma quebra contratual por atrasos salariais.
Estratégia do Corinthians para evitar novas punições
A diretoria financeira do Corinthians adotou uma estratégia de priorização dos pagamentos, visando resolver uma pendência de cada vez, iniciando pelos débitos mais urgentes para liberar o clube das restrições antes da abertura da próxima janela de transferências, que vai de 5 de janeiro a 3 de março de 2026. O plano inicial é quitar primeiro a dívida com o Santos Laguna e, caso não haja acordo com o estafe de Rojas até lá, também pagar esse valor.
Além dessas duas condenações, o Corinthians ainda responde a quatro outras ações na Fifa, que aguardam julgamento no CAS e podem resultar em novas transfer bans. No total, as dívidas conhecidas chegam a cerca de R$ 125,6 milhões, valor que pode variar com juros e câmbio, já que grande parte das cobranças está em dólar ou euro.
Os bloqueios já afetaram o mercado corintiano, limitando o registro de reforços: na janela do meio do ano, só foi possível registrar o atacante Vitinho, em uma corrida contra o tempo para cumprir prazos antes da sanção. Para 2026, a diretoria busca equilibrar o caixa e garantir competitividade, mesmo diante de contratos de jogadores importantes, como Fabrizio Angileri, Talles Magno, Ángel Romero e Maycon, que terminam no fim do ano e ainda estão em negociação para renovação.
Essa situação financeira crítica traduz um momento de grande desafio para o Corinthians, que planeja uma das maiores reestruturações administrativas da sua história recente, buscando estabilidade para voltar a investir no elenco com segurança financeira e evitar novas sanções que comprometam sua performance esportiva.
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