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Corinthians bate martelo sobre saída de Soldado: decisão em 90%

A permanência de Fabinho Soldado, atual diretor de futebol do Corinthians, está com os dias contados. Segundo apuração de bastidores, a decisão sobre sua saída ao final de 2025 está 90% definida dentro da diretoria alvinegra. O presidente Augusto Stabile já teria comunicado internamente que não pretende manter nenhum nome ligado à antiga gestão de Augusto Melo.

Apesar da movimentação nos bastidores, o elenco do Timão parece fechado com Fabinho. Após a vitória por 1 a 0 sobre o Atlético-MG, no último sábado, na Neo Química Arena, o goleiro Hugo Souza fez questão de defender publicamente o dirigente:

“Cara, eu só estou aqui por causa dele, mano. Ele foi me resgatar lá sem clube e não só a mim como boa parte do elenco que se formou na metade do ano passado. Ele que cuida de todo o nosso ambiente no futebol… é um cara que todos têm que respeitar muito.”

Hugo ainda relembrou a seca de títulos que o clube vivia antes da chegada de Fabinho:

“Das histórias que eu escuto do que era antes para hoje, ele realmente revolucionou o futebol dentro do clube… Ganhou título, seis anos sem ganhar e ganhamos com ele.”


Clima tenso nos bastidores

Fontes dentro do Parque São Jorge apontam que a decisão de Stabile não é técnica, mas política. Fabinho Soldado é visto como um dos remanescentes da gestão anterior, o que incomoda o atual presidente, que estaria disposto a reforçar sua própria equipe de confiança a partir de 2026.

Mesmo com o bom momento da equipe em campo, classificada para as semifinais da Copa do Brasil e com chances reais de título, o clima interno ainda é de incerteza e tensão.


Análise: Decisão que pode rachar o vestiário?

A saída de Fabinho Soldado, se confirmada, pode representar um risco de instabilidade no elenco, especialmente pela ligação direta que muitos jogadores demonstram ter com ele. A fala de Hugo Souza não é isolada: outros atletas também creditam a ele a retomada do bom ambiente interno no clube, fundamental para os recentes resultados positivos.

Trocar a liderança do futebol num momento em que o time reencontra competitividade pode ser um tiro no pé da atual gestão. A ruptura com nomes bem avaliados por elenco e torcida precisa ser muito bem justificada, sob risco de minar a confiança dentro e fora de campo.


E agora, Fiel?

A torcida do Corinthians costuma ser exigente, mas também sabe reconhecer quem veste a camisa nos bastidores. Fabinho Soldado, embora não esteja dentro das quatro linhas, tem respaldo de quem está. Se a decisão da diretoria se concretizar, o cenário pode se complicar.

A pergunta que fica é: vale mesmo a pena abrir mão de quem trouxe resultados, apenas por divergências políticas?

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