Corinthians encontrou diferença de R$ 120,9 milhões em orçamento após revisão; saiba mais
A diferença de R$ 120,9 milhões entre o superávit de R$ 37,5 milhões previsto no orçamento elaborado pela gestão Augusto Melo e o déficit estimado em R$ 83,3 milhões pela administração de Osmar Stabile para o Corinthians em 2025 tem explicações claras. Entre os principais fatores estão despesas com pessoal subestimadas, receita menor com venda de jogadores e a eliminação precoce na Conmebol Libertadores.
Ao assumir o clube em maio, Stabile e sua equipe revisaram o orçamento ao perceber que a previsão para o ano estava muito distante da realidade. O novo orçamento será votado no Conselho Deliberativo e mostra uma disparidade significativa em relação ao documento anterior.
Diferenças encontradas em orçamento do Corinthians após revisão
A maior discrepância está nas negociações de atletas: a receita líquida projetada caiu de R$ 180,1 milhões para R$ 73,6 milhões — uma queda de 59,2%. O Conselho Fiscal do clube destacou que não há expectativa de novas vendas que alcancem a receita originalmente prevista.
Nas despesas operacionais, especialmente com pessoal, houve um aumento previsto de 42,5%, indo de R$ 345,8 milhões para R$ 492,7 milhões. O Conselho Fiscal aponta que a variação se deve a previsões inferiores para férias e 13º salário, além de gastos maiores com salários e direitos de imagem, em especial relacionados ao futebol profissional, onde os contratos dificultam reduções rápidas.
Outro impacto financeiro veio da eliminação precoce na Libertadores, na terceira fase preliminar, quando o Corinthians precisava avançar às oitavas. A queda trouxe perda de receitas com direitos de TV (-2,1%) e bilheteria (-7,1%). A participação na Copa Sul-Americana compensou apenas parcialmente estas perdas, já que os valores são significativamente menores.
O Corinthians revisou também as expectativas para o Brasileirão, agora projetando terminar entre a 8ª e a 10ª posição, com uma receita estimada em R$ 210 milhões.
No orçamento atualizado, também se observou uma previsão menor para receitas de patrocínio, que caiu 17,5%, chegando a R$ 174,4 milhões devido a propriedades comerciais ainda não exploradas.
O Conselho Fiscal entende que o resultado operacional — receitas e despesas recorrentes — será 116% inferior ao previsto inicialmente, em grande parte devido ao aumento das despesas de pessoal e à baixa nas receitas.
Além disso, o endividamento do Corinthians já alcança R$ 2,6 bilhões, incluindo R$ 1,948 bilhão de dívida do clube e R$ 675,2 milhões referentes ao financiamento da Neo Química Arena.
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