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Corinthians já sabe como deve receber dinheiro para se livrar de transfer ban

O Corinthians, que enfrenta dificuldades financeiras conhecidas, aguarda uma receita importante para o final de 2025: os repasses da LFU (Liga Forte União do Futebol Brasileiro) referentes à disputa da Série A do Campeonato Brasileiro. A expectativa é que esse montante seja utilizado para quitar a dívida com o Santos Laguna, do México, relacionada à compra do zagueiro Félix Torres, e assim encerrar o transfer ban que impede o clube de registrar novos jogadores.

A dívida estimada com o Santos Laguna ultrapassa R$ 40 milhões, valor que o clube dificilmente conseguirá liquidar integralmente até dezembro, mês previsto para o repasse da receita da LFU, que é ligada aos direitos de transmissão do campeonato. Essa receita será a última entrada financeira significativa do Corinthians em 2025, excluindo vendas futuras de atletas e premiações esportivas. O volume exato a ser recebido depende do desempenho da equipe na tabela e do índice de audiência dos jogos.

A distribuição dos recursos da LFU segue três critérios: 45% são divididos igualmente entre todos os clubes; 30% são repassados conforme a posição na classificação final; e 25% variam de acordo com a audiência e engajamento comercial. Meses atrás, o Corinthians tentou negociar o adiantamento de parte dessa receita variável, além de um empréstimo de R$ 30 milhões, mas as tratativas foram encerradas após o presidente Osmar Stabile recusar a condição de prorrogação contratual da LFU até 2030.

O clube possui recursos suficientes para pagar cerca de 70% da dívida com o Santos Laguna, mas os mexicanos exigem o pagamento integral e à vista, sem possibilidade de parcelamento. Em agosto, o Corinthians recebeu cerca de R$ 64 milhões provenientes de patrocinadores e transferências, porém esse dinheiro foi destinado ao custeio das despesas operacionais.

Corinthians corre risco de novas penalizações

Além da dívida com o Santos Laguna, o Corinthians está sob risco de sofrer novas penalizações por outras dívidas com clubes estrangeiros, entre elas:

  • Talleres (Argentina), referente ao meia Rodrigo Garro, com valor aproximado de US$ 4,3 milhões (R$ 23,3 milhões);
  • Shakhtar Donetsk (Ucrânia), por renovações do empréstimo do volante Maycon, em torno de 1,07 milhão de euros (R$ 6,7 milhões);
  • Philadelphia Union (Estados Unidos), pela compra do volante José Martínez, cerca de US$ 1,5 milhão (R$ 8 milhões).

O encerramento do transfer ban é crucial para a montagem do elenco que disputará as próximas competições, especialmente porque o clube precisa reforçar o plantel para melhorar seu desempenho no Brasileirão e outras disputas.

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