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Ídolo do Corinthians quer SAF no Timão, mas não quer investir no clube

Ronaldo Fenômeno voltou a se posicionar sobre a transformação do Corinthians em Sociedade Anônima do Futebol (SAF), reforçando que vê esse modelo como o melhor caminho para profissionalizar o futebol do clube e superar a grave crise financeira que enfrenta. No entanto, ao contrário do que havia declarado em junho, o ex-jogador descartou investir seu próprio dinheiro no Timão neste momento.

Em um evento realizado na última quarta-feira (17), durante a inauguração da Casa Rede Ronaldo, em São Paulo, o Fenômeno afirmou que a criação da SAF depende de o torcedor e os associados do Corinthians entenderem a importância dessa profissionalização. “Hoje a minha vontade é zero em estar dentro do futebol, muito menos investir com o meu dinheiro em alguma aventura dentro do futebol”, declarou Ronaldo, que jogou pelo clube entre 2009 e 2011.

Ronaldo mostrou posição contrária anteriormente

Em junho deste ano, no podcast “Denilsonshow”, Ronaldo havia mostrado outra posição ao dizer que, caso o Corinthians optasse por virar SAF, ele estaria disposto a “arrumar o dinheiro e embarcar” no projeto, afirmando que acredita muito no potencial do clube, sua massa social e torcida. Na época, destacou que o Timão “é uma máquina” se estivesse organizado corretamente.

Ronaldo tem experiência com o modelo SAF, tendo sido dono da SAF do Cruzeiro, quando adquiriu 90% das ações do clube em 2021, mas revendeu seu controle ao empresário Pedro Lourenço em abril de 2024. Também deixou de ser sócio majoritário do Real Valladolid, da Espanha, em maio deste ano, vendendo sua participação a um grupo norte-americano.

Apesar de ter recuado no discurso sobre investimento, Ronaldo afirmou que continuará acompanhando o Corinthians com carinho, torcendo para que o clube reencontre o sucesso, disputando títulos e se fortalecendo administrativamente.

O Corinthians enfrenta hoje uma dívida que já ultrapassa R$ 2,6 bilhões e está em processo de discutir uma reforma estatutária, com previsão para aprovação até o fim do ano. Entretanto, o modelo SAF ainda gera resistência entre conselheiros e associados, o que dificulta sua implementação imediata no clube.

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