Corinthians se revolta com atitude de rival e entra na Justiça
O Corinthians entrou com uma ação na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), órgão da CBF, contra o Bahia por conta da transferência do atacante Kauê Furquim, de 16 anos. O clube paulista acusa o Bahia de aliciamento do atleta, alegando que o time nordestino negociou diretamente com o jogador e seus representantes sem comunicar o Timão, o que configura infração aos regulamentos esportivos nacionais e internacionais.
Na ação, o Corinthians pede que o Bahia pague a multa rescisória fixada para o mercado internacional, de 50 milhões de euros (cerca de R$ 315 milhões na cotação atual), além de uma indenização equivalente a 200 vezes o salário mensal do jogador, estimada em cerca de R$ 10 milhões. O clube também solicita que Kauê Furquim e seus agentes sejam punidos por atentarem contra a estabilidade contratual e adotarem condutas contrárias à legislação da FIFA e da CBF.
Entenda a acusação do Corinthians contra o Bahia
O Timão alega ainda que o Bahia teria sido usado como um intermediário pelo Grupo City, proprietário da SAF do clube baiano e de outras equipes pelo mundo, para efetuar a compra de Kauê mediante o pagamento da multa rescisória nacional, muito mais baixa e acessível, limitada a R$ 14 milhões, valor então pago para tirar o atleta do Corinthians.
O Corinthians também requer que o Bahia e o jogador apresentem toda a documentação da negociação, como propostas, e-mails e mensagens trocadas, para que a CNRD possa avaliar integralmente o caso.
Kauê Furquim havia assinado seu primeiro contrato profissional com o Corinthians em abril de 2024, cumprindo os parâmetros legais da Lei Geral do Esporte. Apesar de já treinar com a equipe profissional e ter sido relacionado para jogos do Brasileirão, ele foi contratado pelo Bahia, que pagou a multa rescisória para o mercado brasileiro.
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