Corinthians perde joia do clube e liga sinal de alerta
A transferência do jovem atacante Kauê Furquim, de apenas 16 anos, para o Bahia ativou um sinal de alerta no Corinthians, especialmente no Parque São Jorge. O clube paulista lamenta a saída da promessa, que deixou o Timão sem sequer estrear como profissional, após o clube baiano pagar a multa rescisória nacional de R$ 14 milhões prevista no contrato do atleta.
Kauê, que integrava o elenco sub-17 do Corinthians, vinha treinando com o time principal e foi relacionado para partidas do Brasileirão, ficando no banco contra Ceará e Fortaleza. O atacante é uma das principais joias formadas nas categorias de base e sua saída inesperada causou preocupação interna sobre a fragilidade contratual dos jovens atletas da base.
Caso liga alerta para o Corinthians
O caso abriu um debate dentro do clube sobre a possibilidade de outros talentos seguirem o mesmo caminho. O diretor da base corintiana, Carlos Roberto Auricchio, expressou sua preocupação afirmando que o problema não está na gestão do Corinthians, mas sim na legislação.
“Claro que deixa a gente preocupado, isso sempre fica, não tenha dúvida. Se for pegar os meninos que são titulares, boa parte tem salário e multa rescisória nessa mesma faixa. O erro não é nosso, é da lei. Se for dobrar o salário de todo mundo, quebra a base, quebra ainda mais o clube. O que tem que ter é honestidade e mudar a lei. Se não fizer lei mais forte, os oportunistas vão abusar”, disse o diretor.
Pelas regras vigentes, a multa rescisória para negociações nacionais é limitada a duas mil vezes o salário do atleta, um valor considerado baixo, já que os jovens recebem salários modestos, o que acaba prejudicando os clubes formadores. No caso de Kauê Furquim, a multa estipulada para transferências internacionais era de 50 milhões de euros.
Além da saída de Kauê, o Corinthians já viveu casos semelhantes recentemente. O lateral-esquerdo Denner, atualmente com 17 anos, foi vendido para o Chelsea, mas com transferência prevista para 2026. Outros jovens como o atacante Léo Amistá e o zagueiro Iago Machado também despertam interesse no mercado e preocupam a diretoria.
Para enfrentar esse cenário, o Corinthians pretende adotar uma postura mais rígida nas renegociações contratuais para aumentar as multas rescisórias e também atuar judicialmente contra clubes que tentarem atrair seus jovens talentos de forma irregular. No caso de Kauê Furquim, o clube classificou a negociação do Bahia como “aliciamento ilícito e imoral” e anunciou que recorrerá à FIFA e à CBF para tentar reverter a situação e proteger seus jogadores e a integridade do futebol nacional.
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