Comentarista foi direto e falou sobre risco de falência no Corinthians
Casagrande fez críticas severas à situação financeira do Corinthians, alertando para o risco real de falência caso o clube não adote uma postura administrativa mais responsável. Segundo o comentarista, o Timão segue acumulando uma dívida monumental que ultrapassa R$ 2,5 bilhões, e a insistência em gastar altos valores em contratações, como a recente aquisição do atacante Vitinho, que receberá cerca de R$ 1 milhão por mês, só agrava ainda mais esse cenário preocupante.
Casagrande comentou que, embora a torcida queira um time competitivo para brigar por títulos, o clube precisa urgentemente de uma política de “pé no chão” para evitar que a situação financeira se deteriore a ponto de comprometer a própria existência do Corinthians. Ele comparou a atual gestão a alguém atolado em dívidas, mas que continua ostentando luxos que não condizem com a realidade econômica do clube, defendendo ainda uma “limpa” nos bastidores para a saída de ex-gestores que contribuíram para o endividamento.
De fato, o Corinthians finalizou 2024 com uma dívida bruta que chegou a cerca de R$ 2,568 bilhões, valor que inclui débitos herdados da gestão anterior, parcelas a fornecedores, agentes e bancos. Apesar disso, o clube bateu recordes de receita, ultrapassando R$ 1,1 bilhão no mesmo período, porém as despesas cresceram proporcionalmente, e o resultado é um quadro financeiro delicado, onde o endividamento sobre a receita permanece elevado.
Corinthians enfrenta penalidades por dívidas
O clube ainda enfrenta penalidades da Fifa, como o transfer ban por não ter quitado a dívida de US$ 6,14 milhões (aproximadamente R$ 33,1 milhões) com o Santos Laguna pela compra do zagueiro Félix Torres, dificultando a inscrição de novos jogadores para reforçar o elenco. Essa punição se soma a outros processos na esfera esportiva que podem ampliar o passivo financeiro nos próximos meses.
Além dos problemas financeiros, o Corinthians atravessa uma fase instável nos gramados, atualmente na 13ª colocação do Campeonato Brasileiro, com risco crescente de rebaixamento avaliado em até 17,1%, segundo levantamento da UFMG.
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