Empresário não quis nem saber e detonou o Corinthians
O empresário Walter Caetano, credor do Corinthians com um crédito de R$ 152 mil relacionado a multa processual pela aquisição do jogador Matheus Davó junto ao Guarani, criticou duramente a nova proposta do clube para pagamento das dívidas feitas no âmbito do Regime de Centralização de Execuções (RCE). Ele classificou o plano apresentado pelo Corinthians como ilegal, arbitrário e abusivo, argumentando que o clube tenta se beneficiar em detrimento dos diversos credores listados, cujo montante total envolve inicialmente uma dívida declarada de R$ 367 milhões.
Walter Caetano destacou que, embora a nova proposta tenha melhorado em relação à oferta inicial, que pretendia destinar apenas 4% das receitas do clube ao pagamento dos credores, o percentual ainda é insuficiente para superar a crise financeira de forma justa. O plano do Corinthians prevê pagamentos progressivos, começando com 4% das receitas no primeiro ano, aumentando para 5% no segundo e 6% no terceiro ano. Para o empresário, esse limite prejudica os credores e não atende à legislação que permite até 20% das receitas serem destinadas à quitação das dívidas.
Empresário crítica postura do Corinthians suposta preferência de credores
O empresário criticou o clube por criar uma distinção entre “credores parceiros”, que receberiam uma parte maior do pagamento, e outros credores, incluindo idosos, pessoas com doenças graves e outros preferenciais, o que para ele configura uma tentativa de tratamento privilegiado ilegal, prejudicando a equidade do processo. Ele qualificou a postura do clube como má-fé na negociação e pediu à Justiça que o plano seja refeito para destinar 20% das receitas do Corinthians ao pagamento das dívidas, com distribuição igualitária entre credores e atualização dos créditos segundo a taxa Selic, como previsto em lei.
O Corinthians ainda não foi oficialmente notificado sobre essas alegações, e o processo aguarda manifestação judicial. O clube tem defendido que ultrapassar esse limite de pagamento poderia causar desequilíbrio financeiro, mas os credores e Walter Caetano discordam dessa avaliação, defendendo que o plano atual não resolve a crise financeira do Corinthians de maneira justa para todas as partes envolvidas.
Esse impasse é parte do cenário da reorganização financeira do Corinthians, que busca mediante o RCE evitar bloqueios em suas contas e garantir previsibilidade financeira para o futuro, enquanto enfrenta a pressão dos credores para aumentar os pagamentos e respeitar a legislação vigente.
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