Timão Fanáticos

Defesa de Augusto Melo abre o jogo após sofrer impeachment no Corinthians

Augusto Melo foi oficialmente destituído do cargo de presidente do Corinthians após uma votação realizada pelos sócios do clube no último sábado, 9 de agosto, no Parque São Jorge. O impeachment foi aprovado com 1.413 votos favoráveis contra 620 contrários, além de dois votos nulos e dois brancos, superando a maioria simples necessária para a destituição. Augusto Melo estava afastado cautelarmente desde 26 de maio de 2025, quando a gestão interina de Osmar Stabile, vice-presidente, assumiu o comando do clube.

A votação ocorreu das 9h às 17h, com apuração finalizada por volta das 19h20. Augusto Melo compareceu ao local, mas deixou o clube pelo que foi descrito como a porta dos fundos antes da contagem completa dos votos.

Defesa de Augusto Melo fala sobre o caso

A defesa de Augusto Melo, por meio de nota, contestou a integridade do processo eleitoral, acusando a direção interina de permitir a entrada de membros de organizadas que teriam coagido os votantes, além de afirmar que a apuração das urnas foi controlada por adversários politiqueiros, e que não foi disponibilizado o registro de entrada dos sócios para comparação com o número de votos.

O pedido de impeachment foi motivado principalmente por acusações envolvendo irregularidades em contratos de patrocínio com a casa de apostas Vai de Bet, que resultaram na investigação da Polícia Civil e tornaram Augusto Melo réu por associação criminosa, furto qualificado e lavagem de dinheiro. Conforme denúncia do Ministério Público, durante a gestão de Melo entre dezembro de 2023 e maio de 2024, houve desvio de cerca de R$ 1,4 milhão em verbas do clube, com uso de empresas de fachada no esquema criminoso. O MP também requisita uma indenização mínima de R$ 40 milhões ao Corinthians em razão dos danos.

Com a saída de Augusto Melo, Osmar Stabile continuará como presidente interino até que o Conselho Deliberativo convoque uma eleição indireta para escolher quem cumprirá o mandato até o fim de 2026, período original do mandato de Melo. Apenas conselheiros poderão disputar essa eleição. A gestão passada também apresentou contas reprovadas em 2024, com déficit superior a R$ 181 milhões, o que agravou o cenário político-financeiro do clube nesse período.

Comentários estão fechados.