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Ex-diretor do Corinthians não se conteve e detonou Augusto Melo

O ex-diretor de futebol do Corinthians, Rubens Gomes da Silva, conhecido como Rubão, gravou um vídeo inédito em 9 de abril de 2025 em seu depoimento à Polícia Civil de São Paulo, no qual detonou o então presidente do clube, Augusto Melo, chamando-o de “caloteiro” devido a cobranças pessoais não quitadas. Rubão revelou que Augusto Melo deixou de pagar cerca de R$ 13 mil referentes à compra de um carro blindado, além de não ter ressarcido integralmente despesas com passagens aéreas feitas por Rubão para Melo e outros integrantes da campanha presidencial ao comando do clube.

Durante o depoimento, Rubão expôs pressões, contradições e irregularidades no financiamento da campanha de Augusto Melo, estimada em cerca de R$ 3 milhões, com recursos provenientes de empresários, agências de jogadores e outras fontes. Ele também denunciou a existência de uma intermediária fictícia, a empresa Rede Social Media Design, que teria recebido 7% do patrocínio da casa de apostas Vai de Bet, envolvendo desvio de verbas do clube e lavagem de dinheiro.

Rubão contou que, embora Augusto Melo tenha anunciado publicamente a ausência de intermediários no contrato, posteriormente admitiu a presença de um empresário ligado à campanha que atuou como intermediador, contrariando o discurso oficial. Rubão ainda relacionou a entrega de uma Range Rover branca doada a Melo para a campanha, além de citar a participação de outros aliados próximos na gestão e nas negociações.

Polêmica faz parte do caso “Vai de Bet”

O vídeo e depoimento fazem parte da investigação do escândalo conhecido como caso “Vai de Bet”, que culminou em denúncia do Ministério Público de São Paulo contra Augusto Melo, ex-diretores do Corinthians e empresários, pelos crimes de associação criminosa, furto qualificado e lavagem de dinheiro relacionados ao contrato de patrocínio, além do pedido de indenização de R$ 40 milhões ao clube.

Esse material inédito traz à tona os bastidores conturbados da gestão de Augusto Melo à frente do Corinthians, revelando disputas internas, práticas éticas questionáveis e um cenário de crise financeira e política no clube durante o período de 2023 a 2024, com repercussão judicial e administrativa ainda em aberto.

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