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Prisão de Carlo Ancelotti é o assunto mais comentado do dia no Brasil

A condenação do técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, gerou ampla repercussão no país. A Justiça espanhola determinou pena de um ano de prisão e multa de aproximadamente 400 mil euros, o equivalente a R$ 2,4 milhões, por fraude fiscal cometida em 2014, durante sua primeira passagem pelo Real Madrid.

O treinador foi acusado de não declarar cerca de 386 mil euros referentes a direitos de imagem. Ancelotti compareceu ao julgamento realizado pelo Tribunal de Madri em abril deste ano, alegou inocência e afirmou que toda a gestão de seus contratos estava sob responsabilidade de um consultor. A defesa apresentou recurso, e o caso ainda aguarda decisão final. Enquanto o processo não transita em julgado, o técnico é considerado inocente.

Especialistas em Direito Internacional e Penal avaliam que as chances de prisão são reduzidas. A legislação espanhola prevê suspensão da pena para condenações inferiores a dois anos, quando o réu não possui antecedentes criminais e o crime não envolve violência. Se houver nova condenação, Ancelotti perderá a condição de réu primário e poderá cumprir eventual pena.

A possibilidade de extradição é tratada como remota. O Brasil pode negar pedidos enquanto houver recurso pendente e, no momento, não existe mandado de prisão ativo nem alerta emitido pela Interpol. Advogados alertam, no entanto, que viagens internacionais podem se tornar sensíveis caso a situação jurídica se altere.

Casos recorrentes no futebol espanhol

Casos de fraude fiscal envolvendo profissionais do futebol são comuns na Espanha, em especial relacionados a direitos de imagem. Lionel Messi, Cristiano Ronaldo, Neymar e a cantora Shakira já enfrentaram processos semelhantes.

No âmbito esportivo, a condenação não deve gerar sanções diretas. O impacto maior pode estar em cláusulas contratuais que exigem conduta adequada, permitindo rescisão por parte da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que contratou Ancelotti antes da sentença. Até o momento, a entidade não se pronunciou sobre o caso.

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