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Andrés Sanchez revelou ter pago o Corinthians por gastos indevidos durante seu mandato

O ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, confirmou ter realizado o pagamento de R$ 15 mil ao clube como reembolso por gastos pessoais feitos com o cartão corporativo durante seu mandato, em dezembro de 2020. Na ocasião, ele utilizou o cartão para despesas em Tibau do Sul, no Rio Grande do Norte, totalizando pouco mais de R$ 9 mil. O valor devolvido ao clube inclui, além dos gastos, juros e correção monetária, conforme informado pelo próprio ex-dirigente.

A devolução foi feita diretamente na conta do Corinthians, mas o clube ainda não se manifestou oficialmente sobre o recebimento do valor. A situação gerou repercussão nos bastidores do Parque São Jorge, com o tema sendo incluído na pauta da reunião do Conselho de Orientação (Cori), prevista para ocorrer na segunda-feira seguinte, apesar de inicialmente não constar na agenda.

Além dos gastos de Andrés Sanchez, o Cori também pretende analisar as faturas dos cartões corporativos utilizados por outros dirigentes recentes, como Duilio Monteiro (2021 a 2023) e Augusto Melo (2024 a abril de 2025), buscando maior transparência e controle financeiro.

Gastos de Andrés Sanchez com cartão do Corinthians

Entre as despesas questionadas, há registros de gastos em Fernando de Noronha, Pernambuco, em janeiro de 2020, que somam R$ 6.980,40, incluindo despesas em restaurante, salão de cabeleireiro e joalheria, sem relação aparente com atividades do clube na região. Andrés afirmou ter encaminhado essas informações ao departamento financeiro para apuração.

O episódio reacendeu debates internos sobre ética e transparência na gestão do Corinthians, com conselheiros de diferentes grupos políticos articulando uma possível denúncia à Comissão de Ética do clube, que pode resultar até no afastamento permanente de Andrés Sanchez do quadro associativo. A repercussão negativa também gerou críticas nas redes sociais, aumentando a pressão sobre a diretoria para aprimorar os mecanismos de fiscalização.

Andrés Sanchez, que presidiu o Corinthians em dois mandatos (2007-2011 e 2018-2020) e atualmente integra o Cori, alegou ter se confundido com os cartões pessoais e corporativos, além de questionar a falta de retorno do Conselho Fiscal da época sobre o assunto. Mesmo com o ressarcimento, o caso ainda pode gerar consequências para sua relação com o clube.

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