Augusto Melo faz pedido à Justiça sobre caso VaideBet
O presidente afastado do Corinthians, Augusto Melo, solicitou o fim do sigilo do inquérito que investiga o polêmico contrato de patrocínio entre o clube e a casa de apostas VaideBet, firmado em dezembro de 2023. Augusto Melo é alvo de acusações graves, incluindo lavagem de dinheiro, associação criminosa e furto qualificado, relacionadas a supostas irregularidades na negociação que previa o pagamento de R$ 360 milhões ao clube em três anos, o maior patrocínio máster da história do futebol brasileiro até então.
O contrato com a VaideBet foi rescindido unilateralmente pela empresa em junho de 2025, após denúncias e investigações policiais que apontaram envolvimento de intermediários que, segundo a Polícia Civil, não exerceram efetiva mediação na negociação, mas teriam sido usados para desviar recursos financeiros do Corinthians. Além disso, as investigações indicam que parte do dinheiro desviado pode ter sido destinada a facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Augusto Melo está afastado da presidência do Corinthians
Augusto Melo foi afastado da presidência do clube em maio de 2025, após o Conselho Deliberativo aprovar seu afastamento por ampla maioria (176 votos a favor e 57 contra), diante das graves denúncias e do pedido de impeachment. A decisão ainda precisa ser referendada em assembleia-geral dos sócios, que definirá se Melo será definitivamente destituído ou poderá retornar ao cargo. Enquanto isso, o vice-presidente Osmar Stábile assumiu interinamente a presidência.
O pedido de fim do sigilo feito por Melo tem como objetivo permitir maior transparência no processo e possibilitar sua ampla defesa, já que o inquérito policial que investiga o caso possui quase 4 mil páginas e foi concluído após mais de um ano de apurações. O relatório final foi encaminhado ao Ministério Público, que deve decidir sobre o oferecimento de denúncia.
A crise desencadeada pelo caso VaideBet provocou uma série de desdobramentos internos no Corinthians, incluindo a saída de diretores importantes, como o diretor financeiro Rozallah Santoro, o diretor adjunto de futebol Fernando Alba, e o diretor jurídico Yun Ki Lee, todos envolvidos direta ou indiretamente nas investigações.
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