Atacante processou o Corinthians e pediu valor milionário
O atacante Jonathan Cafu, atualmente no Botafogo-SP, entrou com uma ação trabalhista contra o Corinthians, cobrando cerca de R$ 2,5 milhões referentes a parcelas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) não pagas durante seu vínculo com o clube paulista, entre 2020 e 2023, além de multas por descumprimento contratual.
Cafu teve contrato com o Corinthians por 37 meses, mas disputou apenas três partidas pelo time alvinegro, somando pouco mais de 100 minutos em campo. Durante a maior parte desse período, ele foi emprestado ao Cuiabá, onde teve mais oportunidades de jogo, enquanto o Corinthians arcava com parte de seu salário, estimado em torno de R$ 300 mil mensais. Apesar da pouca utilização, a defesa do jogador argumenta que o clube tinha obrigações trabalhistas que não foram integralmente cumpridas, especialmente no que diz respeito ao depósito do FGTS.
Corinthians pode ter financeiro impactado dependendo de decisão da Justiça
O processo tramita na Justiça do Trabalho, sob responsabilidade do juiz Eduardo Rockenbach Pires, que marcou uma audiência entre as partes para o dia 24 de setembro de 2025. Por se tratar de ação trabalhista, o valor cobrado não faz parte do Regime Centralizado de Execuções (RCE), mecanismo no qual o Corinthians tenta organizar o pagamento de dívidas cíveis com credores por meio de um plano unificado. Isso significa que, caso a Justiça reconheça a dívida, o impacto financeiro será direto e imediato para o clube, sem possibilidade de inclusão no plano coletivo do RCE.
Nos últimos anos, o Corinthians tem enfrentado diversos processos judiciais movidos por ex-jogadores cobrando valores atrasados ou não pagos, o que tem gerado preocupação na gestão financeira do clube. Recentemente, outro atacante, Everaldo, também entrou com ação contra o Timão por débitos trabalhistas.
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